
Quando (daqui a uns anos) vos comunicar que me mudei para a minha casa de sonho, tenham consciência de que vos estou a ligar do meu quarto com vista para aqui...
Apareçam!
Tudo o que de interessante nos acontece no dia-a-dia.
| Bar Anteak Pronto, fechou. Apesar de todas as insistências, não conseguimos convencer o Arjan a manter o bar aberto mais uns meses. A festa de despedida foi no sábado. Estava lá (quase) toda a gente e foi bar aberto de imperial. Fechou às 4 da manhã. Na próxima sexta-feira abre com gerência irlandesa. Vamos lá ver o que sai dali. Acabaram-se as tardes chuvosas de Inverno a ver DVD's e a jogar Trivial, Monopólio ou cartas. Acabaram-se as noites de Verão até às tantas. Temos que pensar em arranjar outro poiso. Como disse o John: "É o fim de uma era" |
| Su Doku Ando viciada neste jogo. Passei a tarde de sábado, na praia, a jogar. Quem quiser saber mais, instalar o jogo no computador (trial version), pode ir aqui. Também dá para imprimirem jogos e resolverem-nos em casa. Têm é que puxar um bocadinho pela cabeça. Não é muito, só mesmo um bocadinho... |
| Férias de Verão Aqui fica, de forma muito sucinta, o melhor e o pior destas férias. Melhor - Sair de Lisboa - Dormir até à inconsciência - Família - Uma das 100 melhores praias do Mundo - Água do mar sempre quente - Comida Tailandesa - Tornedó do Ludovico - Noitadas Pior - Ingleses que insistem em conduzir em Portugal - Invasão da casa por uma Pitbull seguida de ataque à "Clara" - Restaurantes caros e onde não se come nada de jeito (mas porque é que eu não fui àqueles que já conheço?!) - Melgas a razar os meus ouvidos - Regressar a Lisboa |
| Praia, Bifas & Gelados Uma marca inteligente, uma agência fantástica e o melhor "cromo" deste país. Junta-se tudo e.... sai um dos melhores anúncios deste verão. |
José, o Taxista
Vim agora das Finanças. Vim de táxi.
O taxista era igual ao António Calvário mas moreno, de camisa branca aos quadrados azuis e com uma gravata azul cheia de mini-bandeiras dos Estados Unidos.
Tem duas filhas, uma mais velha que está a tirar a carta e passou para o segundo ano de Física na Faculdade de Ciências. A mais nova está no segundo ano do curso de Fotografia.
Foi cabeleireiro durante 45 anos e é taxista há 2. "Saíram agora uns clientes que conhecem uns amigos meus. O Sérgio e a Margarida? Então não conheço? Não conheço eu outra coisa!!! Estamos fartos de fazer viagens! São aqueles que têm o cabeleireiro frente ao Sheraton, tá a ver? Realmente o mundo é mesmo pequeno. Farta-mo-nos de andar e não saímos do mesmo sítio..."
"Já viu estes prédios antigos? Já viu o rendilhado no topo daquele prédio? Gosto tanto. Há uns com espigas, uvas (que querem dizer vinho) e peixes. No outro dia virei-me para a minha mais nova: Ó Lúcia, há-des me emprestar a tua máquina! Olhe que aquela máquina custou mais que 1600 euros!!! Tira quase 800 fotografias! E fica logo tudo armazenado no CD! É uma maravilha! Essa é que a sabe viver. Ela bem diz que gasta o dinheiro dela, o da irmã, o do pai, o da mãe e o dos avós. A outra não, é toda poupadinha!"
"Vá, faça lá marcha atrás para não dizerem mal dos taxistas. Se as pessoas tratassem as outras como gostam de ser tratadas o Mundo era muito melhor, não acha? Eu andei muitos anos nos escuteiros e sempre aprendi: o nosso objectivo é deixar o Mundo melhor do que o encontrámos. As minhas filhas também lá andaram. Agora são as ajudantes na catequese e a mais velha até já toca viola na missa do meio-dia! Ontem fomos a Grândola e parámos na área de serviço. Olhe, se visse aquelas casa de banho!! Um nojo! Eu de vez em quando, assim com o pé, empurro os papéis assim para o cantinho.... Ao menos ficam todos juntos, não acha?"
Pronto, fim da viagem.
PS. A minha participação limitou-se a uns "sim", "não" e "pois".
O direito ao direito Hoje deu-me para isto. Já ouvi as músicas 345 mil vezes e agora descobri o guião de uma das melhores cenas que alguma vez vi. Assim, aqui fica, do filme "A Vida de Brian", dos Monty Python: "Title: Inalienable Rights From: Monty Python's Life of Brian (A huge Roman amphitheatre, sparsely attended. REG, FRANCIS, STAN and JUDITH are seated in the stands. They speak conspiratorially.) Judith: Any Anti-Imperialist group like ours must *reflect* such a divergence of interests within its power-base. Reg: Agreed. Francis: I think Judith's point of view is valid here, Reg, provided the Movement never forgets that it is the inalienable right of every man-- Stan: Or woman. Francis: Or woman...to rid himself-- Stan: Or herself. Reg: Or herself. Agreed. Thank you, brother. Stan: Or sister. Francis: Thank you, brother. Or sister. Where was I? Reg: I thought you'd finished. Francis: Oh, did I? Right. Reg: Furthermore, it is the birthright of every man ... Stan: Or woman. Reg: Why don't you shut up about women, Stan, you're putting us off. Stan: Women have a perfect right to play a part in our movement, Reg. Francis: Why are you always on about women, Stan? Stan: (pause) I want to be one.(pregnant pause) Reg: What? Stan: I want to be a woman. From now on I want you all to call me Loretta. Reg: What!? Stan: It's my right as a man.J udith: Why do you want to be Loretta, Stan? Stan: I want to have babies. Reg: You want to have babies?!?!?! Stan: It's every man's right to have babies if he wants them. Reg: But you can't have babies. Stan: Don't you oppress me. Reg: I'm not oppressing you, Stan -- you haven't got a womb. Where's the fetus going to gestate? You going to keep it in a box? Francis: Good idea, Judith. We shall fight the oppressors for your right to have babies, brother. Sister, sorry. Reg: (pissed) What's the *point*? Francis: What? Reg: What's the point of fighting for his right to have babies, when he can't have babies? Francis: It is symbolic of our struggle against oppression. Reg: It's symbolic of his struggle against reality." |





Entrámos na sala, quase vazia, e escolhemos os lugares da penúltima fila, ao meio. Se é para ver o último espisódio da saga "Star Wars", que seja como deve ser!!!
Grande erro novamente.
Atrás de nós estava uma detestável família de pai, mãe e jovem estúpido de cerca de 10 anos. Antes sequer dos anúncios começarem, já estava a criancinha a perguntar ao pai quem era o Gart Vade.... Ia morrendo!
Seguiram-se cerca de 25 minutos de publicidade e finalmente o filme começou.
Quando eu era pequena e ia ao cinema, ia ver filmes para a minha idade, com uma história fácil e que não exigiam que tivesse visto os 2 episódios anteriores e os 3 posteriores para perceber o que se estava a passar. E à primeira palavra que me saísse da boca (e os que me conhecem podem acreditar que não saía propriamente baixinho) levava logo um shhhhiuuu do meu pai ou da minha mãe acompanhado de um "vê o filme e guarda os comentários para o fim!".
Juro-vos que quando a Padmé morreu (e perdoem-me aqueles a quem estraguei a surpresa), me deu uma vontade quase incontrolável de me virar para trás e mandar um berro à criança: "Tás a ver?! Ela agora morreu e a seguir é o funeral!!!".